Adoçando Alimentos

 

DuvidascaractAdocante

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Adoçantes ou edulcorantes são substâncias que proporcionam a um alimento o sabor doce. Além da sacarose ( açúcar natural ), são largamente utilizados a sacarina, ciclamato, taumatina que são de naturezas químicas diferentes dos açucares naturais.

 

Os adoçantes podem ser de dois tipos, artificiais como a sacarina, ciclamatos, etc., que não apresentam teor calórico, e os naturais como a frutose, o sorbitol, etc, que possuem menos caloria que a glucose.

 

Adoçantes são combinações de edulcorantes formulados para serem adicionados a alguns alimentos e medicamentos.

 

Aspartame(artificial/não calórico)

· Descoberto em 1965;

· É uma proteína adocicada produzida a partir de dois aminoácidos encontrados normalmente nos alimentos: metil-éster-fenilalanina e ácido l-aspártico

· Cerca de 43 vezes mais doce do que a sacarose

· Não causa cáries

· Possui sabor residual semelhante ao da sacarose

· Não deve ir ao fogo porque em altas temperaturas sofre uma reação que causa perda do sabor doce.

 

Recomenda-se acrescentar o produto aos alimentos e líquidos após a retirada do fogo, apesar de não terem sido notadas alterações quando utilizado em preparações com leve aquecimento ou em recheio de bolo, tortas, etc. De preferência, deve ser misturado aos alimentos no momento do consumo

 

· É contra-indicado aos portadores de uma deficiência rara, a fenilcetonúria, na qual o organismo é incapaz de metabolizar a fenilalanina, e que pode ser detectada após o nascimento da criança pelo chamado "teste do pezinho". Por isso, é obrigatória a advertência no rótulo dos alimentos com aspartame, em destaque e em negrito: contém fenilalanina.

 

· Pesquisas científicas atestam a segurança do aspartame, desde que consumido dentro dos limites estabelecidos.

· Por outro lado, existem outras fontes que o consideram inseguro para a saúde. Recentemente, a European Ramazzini Fundation of Oncology and Environmental Sciences (ERF), instalada na Itália, divulgou um estudo feito com 1.800 ratos mostrando que o aspartame é um agente cancerígeno.

· Três entidades emitiram notas afirmando que os estudos divulgados não são conclusivos: a européia European Food Safety Authority (EFSA), a norte-americana Food and Drugs Administration (FDA) e a Anvisa.

 

Ciclamato sódico (artificial/não calórico) –

· Descoberto em 1940

· É sintético e composto a base de um derivado de petróleo

· Possui sabor residual doce-azedo

· Não causa cáries

· Estável a altas temperaturas

· Aprovado em diversos países, inclusive no Brasil, mas não nos Estados Unidos. Uma das suspeitas é que a substância causaria tumores em ratos.

 

· Em 1985, novos estudos concluíram que o edulcorante não era cancerígeno, mas os EUA não o libera, baseado em relatos de alterações de pressão sanguínea.

 

· O edulcorante seria responsável também por alterações genéticas e por atrofia testicular.

· É de trinta a cinqüenta vezes mais doce que a sacarose (açúcar), é contra-indicado para hipertensos e portadores de problemas renais.

 

Sacarinas (artificial/não calórico) –

 

· É o adoçante artificial mais antigo, foi descoberto em 1897 e usado desde 1900

· É sintético e extraída de um derivado do petróleo

· Adoça aproximadamente 200 vezes mais que a sacarose (açúcar branco)

· É absorvida lentamente, mas não é metabolizada pelo organismo, sendo excretada de forma inalterada pelo rim.

· Não causa cáries

· Possui sabor residual amargo e metálico

· É estável a altas temperaturas, podendo ser utilizado em preparações quentes Sódica ou cálcica, a primeira substância adoçante sintética a ser descoberta (1878), tem poder adoçante 500 vezes maior do que a sacarose e também não é indicada para hipertensos e doentes renais.

 

· Também é suspeita de provocar câncer e quase foi proibida para uso nos EUA em 1977.

 

Acessulfame-k (artificial/não calórico) –

· Adoça de 125 a 200 vezes mais que a sacarose e é igualmente desaconselhável para hipertensos e portadores de doenças renais.

· Descoberto em 1967, foi aprovado pela FDA em 1988 para uso em bebidas, sobremesas, gomas de mascar e adoçantes de mesa

· O Ace-K é um sal de potássio sintético produzido a partir de um ácido da família do ácido acético

· Pessoas com deficiências renais que necessitam limitar a ingestão de potássio (K) devem estar cientes de que este produto contém pequenas quantidades deste elemento

· Sabor residual semelhante a glicose (mais doce do que a sacarose)

· O organismo o absorve mas não o metaboliza, o que significa que é eliminado tal como é ingerido

· Não causa cáries

· Pode ir ao fogo por ser estável a altas temperaturas

 

Sucralose

(artificial/não calórico) - molécula modificada da sacarose

Esse adoçante possui um sabor agradável e não tem contra-indicações.

 

Steviosídeo (natural/não calórico) –

· Foi descoberto em 1905

· É a melhor opção para quem deseja manter a dieta.

· É extraído da planta Stevia Rebaudiana, originária da fronteira do Brasil com o Paraguai, da Serra do Amambaí.

· Não possui contra-indicações, mas deve ser consumido com moderação pois pode elevar a taxa glicêmica e provocar diarréia.

· Seu poder adoçante é 200 a 300 vezes maior do que a sacarose.

. É bastante consumido no mundo oriental, principalmente no Japão.

· Seu sabor residual é semelhante ao do alcaçuz

· Não causa cáries

· É o único adoçante de origem vegetal produzido em escala industrial

·

Lactose (natural/calórico)

No leite existe açúcar, a lactose.

Carboidrato extraído do leite, é bastante utilizado como diluente nos adoçantes líquidos ou como veículo nos adoçantes em pó.

Pessoas com intolerância à lactose devem evitá-lo, mas ele não oferece riscos a diabéticos.

 

Frutose (natural/calórico)

· Extraído do açúcar das frutas, de alguns vegetais e do mel, pode ser consumido por diabéticos, sob orientação médica, mas é desaconselhado para regimes de emagrecimento por ser calórico.

. A frutose fornece a mesma quantidade de calorias que o açúcar refinado. A grande diferença é o seu "poder de adoçar", 33% maior que o açúcar comum.

· O consumo em excesso pode elevar os triglicérides e dificultar a absorção do cobre, importante na síntese da hemoglobina.

· Contém 4 kcal por grama

· Causa cáries

· Inicialmente seu metabolismo não depende da insulina.

· Estudos recentes comprovam que a frutose, quando ingerida junto das refeições não altera a glicemia.

· Seu alto poder adoçante torna a frutose um adoçante pouco calórico, uma vez que são necessárias dosagens pequenas para atingirmos um sabor adocicado.

· Quando submetida ao calor a frutose derrete, porém mantém o seu sabor.

. É a melhor fonte de açúcar, no entanto, quando em frutas, uma vez que a ingestão de frutas é um hábito saudável.

 

Sorbitol natural/calórico) –

· Tem o poder de adoçar igual ao da sacarose e se transforma em frutose ao ser ingerido. Desaconselhável para pessoas obesas e diabéticos que não controlam bem a dieta. Assim como o manitol e o xilitol, pode acarretar perda de cálcio pelo organismo, entre outros minerais, favorecendo a formação de cálculos.Provém da redução da glicose.

 

Manitol natural/calórico) - Adoça 70% mais que a sacarose. Em doses excessivas pode funcionar como laxante. Para diabéticos não oferece riscos. è extraído de frutas. Não provoca cáries.

 

Xilitol (natural/calórico) – Provém de cascas de árvores e vegetais que contém xilano.

· Tem sabor muito parecido ao da sacarose e é recomendado na prevenção de cáries, mas nas primeiras ingestões, pode causar diarréia.

· São álcoois de açúcar obtidos pela redução da glicose (sorbitol) e frutose (manitol).

· O xylitol é obtido pela hidrogenação da xilose.

· Contêm 4 kcal por grama.

· Não causam cáries e por isso são largamento utilizados na produção de goma de mascar.

· São utilizados por indústrias na elaboração de produtos dietéticos.

 

Maltodextrina (natural/calórico) - Extraído do milho, é mais usado como diluente nos adoçantes artificiais. Adoça 50% mais que a sacarose.

 

Dextrose (natural/calórico) - Também derivado do milho e muito usado em alimentos dos mais variados tipos. Adoça 70% mais que a sacarose.

 

MONATINA NOVO ADOÇANTE em teste na UNICAMP

Trata-se de uma substância extraída a partir das raízes de uma planta sul-africana denominada de Schlerochiton illicifolius, e que tem na sua base um aminoácido cujo nome é monatina.

 

Esta, segundo dizem os responsáveis do projeto, é 1400 vezes mais doce do que o próprio açúcar e 7 vezes mais do que o aspartame, embora ainda falte avaliar a toxicidade do produto em termos de consumo humano.

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