Adoçando Alimentos

 

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Dicas de Saúde

 

Nossos ancestrais já consumiam açúcar principalmente de frutas e mel. Os hábitos evoluíram em função das múltiplas opções de maneiras de adoçar.

Esse fato certamente influenciou nosso paladar hoje no que diz respeito à aceitação (muitas vezes Adoração pelo doce

 

 

O site do IDEC (Instituto de Defesa do Consumidor) além de apresentar informações sobre os diversos tipos de adoçantes também apresenta uma tabela interativa para o cálculo de quantias razoáveis de edulcorantes por peso do indivíduo.

 

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Encontramos informações que ajudam a esclarecer os conceitos, as diferenças e apresentam orientações quanto a produtos dietéticos e light, cada vez mais variados, disponíveis no mercado.

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DÚVIDAS SOBRE DIABETES?

Confira entrevista, na íntegra, com o médico Marcos Tambascia, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes

Viva Saúde: Sintomas de diabetes só aparecem quando a glicose está elevada? Quais seriam esses sintomas?

Marcos Tambascia: Diabetes Mellitus é um conjunto de doenças que têm em comum o aumento dos níveis de glicose no sangue. Quando estes níveis estão discretamente elevados, muitos pacientes não apresentam sintoma algum e este fato dificulta o diagnóstico da doença. Sabemos que cerca de 50% dos pacientes diabéticos não sabem que apresentam a doença, pois não manifestam sintoma algum. Isso não significa que o paciente não esteja correndo o risco de complicações pela doença. Não é à toa que as sociedades médicas recomendam que todas as pessoas com mais de 45 anos façam uma determinação dos níveis de glicose sangüínea a cada três anos. Se forem obesos, hipertensos, apresentarem níveis de colesterol elevados, mulheres que tiveram diabetes gestacional ou pessoas com antecedente familiar direto de diabetes, os exames devem ser feitos anualmente. Quando os níveis de glicose estiverem em geral maiores que 180 a 200 mg/dL ocorrerá excreção da glicose pela urina. Este fato acarreta aumento do volume urinário e sede pela desidratação que ocasiona. Estes sintomas (urinar muito e sentir sede) aliados a alterações da acuidade visual, fome e perda de peso são os mais comuns achados clínicos do diabetes.

Viva Saúde: O que o senhor tem a dizer sobre os 'pré-diabéticos'? Existe essa categoria de paciente? Que riscos eles correm?

Marcos Tambascia: O termo pré-diabetes se refere a duas condições. 1) Pessoas que apresentam os níveis de glicose maiores do que 100 mg/dL (que é o limite superior do normal) e menores que 126 mg/dL (limite inferior para o diagnóstico de diabetes) ou 2) Pessoas que ao se submeterem ao teste oral de tolerância à glicose (ingerir 75 g de glicose por via oral) e apresentarem níveis de glicose maiores que 200 mg/dL no tempo de duas horas após a ingestão da sobrecarga. Pacientes nesta categoria já correm o risco das complicações crônicas do diabetes e devem seguir as recomendações clássicas de manter o peso normal e uma rotina de atividade física.

Viva Saúde: O diabético poderá, algum dia, consumir açúcar sem medo?

Marcos Tambascia: Não está proibido o uso de açúcares por pacientes diabéticos, desde que levado em consideração o total de calorias permitidas para impedir a obesidade. E desde que o paciente monitore a glicemia e use medicamentos para impedir o seu aumento além do limite esperado. Este remédio, na maioria da vezes, é a insulina de ação ultra-rápida.

Viva Saúde: Diabetes tem características hereditárias? É passada de pai para filho?

Marcos Tambascia: Existem vários tipos de diabetes. A forma mais comum, cerca de 90% dos casos, é o que chamamos diabetes tipo 2. Esta doença tem como base a resistência à insulina, que na maioria das vezes é uma reação secundária à obesidade e ao sedentarismo. Os diabéticos tipo 2 também apresentam uma resposta de secreção de insulina insuficiente para a compensação metabólica. Esta dificuldade de produzir insulina é que é determinada pela base genética, de origem familiar.

Viva Saúde: O novo tratamento que vem por aí é indicado para todos os casos de diabetes tipo 2? Seria um tratamento para a vida toda, com ganho de qualidade de vida ao paciente? Quais são as perspectivas de futuro para o paciente diabético?

Marcos Tambascia: Como já disse, diabetes é um conjunto de doenças com mecanismos de instalação diferentes e o tratamento com medicamentos depende de cada tipo da doença. No diabetes do tipo 2, os defeitos são também diferentes com o passar do tempo e em função desta característica medicamentos que são bons para um paciente podem não ser eficientes para outro paciente. É o médico que cuida do paciente que deve decidir qual medicamento está mais indicado.

Viva Saúde: Quais são os riscos para quem consome muito açúcar diariamente? Além de obesidade e diabetes, que outras doenças o consumo excessivo traria?

Marcos Tambascia: Açucares são alimentos com alto poder energético e portanto com o potencial de induzir excesso de peso, se ingerido em excesso. Não é o açúcar em si, mas a obesidade, conseqüente do consumo exagerado de nutrientes, açúcares ou não, que pode induzir ao diabetes.

Viva Saúde: Todo obeso será diabético? Magros e fanáticos por doces também correm o risco do diabetes?

Marcos Tambascia: Nem todo obeso será diabético, pois se apresentarem um funcionamento adequado do pâncreas com boa capacidade de secretar insulina não ocorrerá hiperglicemia. O que não quer dizer que a obesidade não trará outros problemas.

Viva Saúde: Qual a relação obesidade-diabetes?

Marcos Tambascia: O excesso de tecido adiposo leva ao aumento da produção de substância produzidas por este tecido e que tem a capacidade de interferir no mecanismo de ação da insulina, levando assim ao aumento dos níveis de glicose

Viva Saúde: Em caso de suspeita de diabetes, que exames devem ser solicitados?

Marcos Tambascia: Na suspeita de diabetes, o exame comprovatório é a determinação da glicemia (níveis de glicose sangüínea). Devem ser também avaliados os níveis da gorduras (colesterol e triglicérides), devido à ocorrência desse problema em comum ser freqüente.

Viva Saúde: Quais são as perspectivas de futuro para o paciente diabético? Que tratamentos facilitarão a vida do diabético?

Marcos Tambascia: Vários medicamentos estão em estudo e vários estão sendo lançados no mercado farmacêutico com a finalidade de facilitar o controle metabólico. Deve ser esclarecido aqui que as complicações da doença não ocorrem pelo fato do paciente apresentar diabetes e sim pelo fato de não manter o controle adequado dos níveis de glicose. Medicamentos que visem melhorar a grau de controle trarão benefícios na prevenção das complicações.

 

Alguns adoçantes alteram prejudicando o sabor dos alimentos?

Segundo uma pesquisa nacional conduzida pelo IBCA, instituto especializado em educação alimentar, metade dos brasileiros tem o hábito de consumir produtos classificados como "diet" ou "light".

 

Uma equipe da revista Veja convidou três especialistas para testar o produto que 100% dos consumidores de alimentos dietéticos afirmam usar: o adoçante.

Especialistas analisam e comentam, também, o grau de interferência dos adoçantes no sabor de determinados alimentos. No resultado da pesquisa, é ilustrada a quantidade de ingestão diária para mulheres na faixa de 60 quilos. As marcas selecionadas para o teste foram as mais vendidas no mercado brasileiro.

 

Eis o resultado dos testes:

 

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